Elegância o que é? Água e Sabão... Este é o blog do Jader, um cara gente boa, de bem com a vida, inteligente, que curte música, cultura, literatura, ciência, internet e também tem seus insights sobre o mundo e as coisas e pessoas que o habitam.
Elegância o que é? Água e Sabão... Este é o blog do Jader, um cara gente boa, de bem com a vida, inteligente, que curte música, cultura, literatura, ciência, internet e também tem seus insights sobre o mundo e as coisas e pessoas que o habitam.
O polvo é um animal que tem oito tentáculos com fortes ventosas, o que classifica-o como um excelente predador e exímio nadador.
Fico analisando, em meus momentos de insights, que as pessoas hoje em dia, mesmo sendo dotadas de apenas dois braços e duas pernas, são, muitas vezes, superiores aos valentes polvos em termos de eficiência... Eu mesmo me considero um polvo, administrando as tantas tarefas que são exigidas pela minha vida atribulada... Não é necessário ir muito longe para obter mais exemplos que corroboram minha teoria: pessoas que trabalham e estudam, pais ou mães que têm filhos e que trabalham, mulheres (e homens) com dupla (ou tripla) jornada de trabalho, empresários, artistas, professores, médicos...
Às vezes analiso o ser humano dentro do seu paradoxo: inexpugnavelmente grandioso para algumas coisas e infinitesimalmente pequeno para outras: descobre seres tão belos como os polvos, sabe como localizá-los com GPS, sabe com distinguir espécies aparentemente iguais e ao mesmo tempo mata impiedosamente estes animais...
Há pessoas que ocupam integralmente seu tempo e não realizam absolutamente nada. Há aqueles que fazem muito e, mesmo assim, conseguem achar uma fina brecha em suas agendas para produzir ainda mais. Não estou dizendo que devemos ser máquinas, como linhas de montagem. Absolutamente. Insisto apenas naquele ponto chato (tipo unha encravada) que é o de refletir sobre as nossas atividades diárias e que cada um dos nossos tentáculos de polvo deve estar agarrado a alguma coisa. A chave é saber como administrar estas coisas que nossos fortes tentáculos sustentam: uma deve ser boa para mim, outra deve ser boa para meus amigos, outra deve ser boa para meu trabalho, e assim sucessivamente, extrapolando para todas as áreas de atuação de nossas vidas: casamento, lazer, estudo, esporte, filhos, vizinhos, etc.
Depois da análise feita, podemos decidir soltar algumas coisas que estão grudadas nas ventosas, que aparentemente são boas, mas que nos prejudicam, e assim, liberar mais espaço para podermos segurar mais coisas boas.
A todos nós, parabéns pela capacidade de realizar múltiplas tarefas. Boa semana.
Hoje, num treinamento da empresa que estou fazendo no SENAC, assistimos a um clipe contendo trechos de filmes hollywoodianos para ilustrar a rica letra da música "The logical song", do Supertramp.
Fiquei com aquela música na cabeça e decidi dividi-la com vocês. De propósito não pus a tradução, acho que dá pra sacar o contexto.
Um abração.
The Logical Song [Supertramp]
When I was young It seemed that life was so wonderful A miracle, oh it was beautiful, magical And all the birds in the trees Well they'd be singing so happily Oh joyfully, oh playfully watching me But then they sent me away To teach me how to be sensible Logical, oh responsible, practical And then they showed me a world Where I could be so dependable Oh clinical, oh intellectual, cynical
There are times when all the world's asleep The questions run too deep For such a simple man Won't you please, please tell me what we've learned I know it sounds absurd Please tell me who I am
I say: Now watch what you say Or they'll be calling you a radical A liberal, oh fanatical, criminal Oh won't you sign up your name We'd like to feel you're acceptable, respectable, oh presentable, a vegetable whoa (tick tick tick yeah)
But at night when all the world's asleep The questions run so deep For such a simple man Won't you please, please tell me what we've learned I know it sounds absurd But please tell me who I am, who I am, who I am, who I am...
A reflexão a seguir é do polêmico Bob Marley. Não sou maluco por reggae, mas claro que curto muitas músicas deste estilo e deste artista. Lembro-me inclusive de uma manhã de sol brilhante em que eu fui limpar os vidros (que estavam imundos) deste apartamento onde moro e estava tocando uma de suas músicas no rádio... Quem me visse da rua naquela situação acharia que eu tenho problemas mentais, pois eu tinha acordado minutos antes, estava descabelado, com a barba por fazer, de pijama (aqueles velhos, surrados, mas bem confortáveis), limpando os vidros ao som de "I know a place" em volume estratosférico (cantando e dançando junto, obviamente...).
Voltando... a frase do Bob nos remete àquela idéia que eu já comentei alguma vez (ou neste blog ou no blog de algum amigo): é óbvio que a gente não pode passar pela vida sem nenhum arranhão, mas da mesma maneira que podemos nos machucar, também vamos deixar a nossa marca no mundo...
Um baita abraço!
“É melhor atirar-se à luta, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático como os pobres de espírito, que não lutam mas que também não vencem. Que não conhecem a dor da derrota, mas que não têm a glória de ressurgir dos escombros. Estes pobres de espírito, no final da jornada na Terra, não agradecerão a Jah por terem vivido, e sim pedirão desculpas por terem simplesmente passado pela vida. Dificil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama. Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer.” (Bob Marley)
Esses dias me peguei em um momento pensativo ("Que momento", heim presidente da FUB?), entre os tantos que ocorrem em minha vida. Fiz o balanço das minhas breves férias que infelizmente já terminaram, e constatei que foram dias altamente produtivos! Fui viajar para Minas Gerais, lá revi pessoas muto legais e fiz um curso de música show de bola; comprei um carro (que será muito útil dentro de toda a minha correria rotineira); fiz minha inscrição num PPG (programa de pós-graduação) na Ulbra, na área do Ensino de Física (espero que dê tudo certo); entre uma coisa e outra eu fui pra balada, curti um final de semana inteiro de preguiça (com direito a filme no dvd e acampamento no sofá da sala) e dormi bastante! Acho que posso considerar que foram férias de grandes realizações, né?
E é isso que desejo a todos vocês: períodos de grandes realizações em nossas vidas! Um grande abraço!
Olá... Plagiando mui amigavelmente o Antônio, um grande parceiro da blogoesfera, estou elegendo a música da semana. É uma música da Legião que, como todas elas, tem uma letra bem forte e uma bela melodia...
Bom final de semana!
Um abraço!
O TEATRO DOS VAMPIROS [Legião Urbana]
Sempre precisei de um pouco de atenção Acho que não sei quem sou Só sei do que não gosto E nesses dias tão estranhos Fica poeira se escondendo pelos cantos
Este é o nosso mundo: o que é demais nunca é o bastante E a primeira vez sempre é a última chance. Ninguém vê onde chegamos: Os assassinos estão livres, nós não estamos Vamos sair - nós não temos mais dinheiro Os meus amigos todos estão procurando emprego Voltamos a viver como há dez anos atrás E a cada hora que passa Envelhecemos dez semanas Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir Esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir Já entregamos o alvo e a artilharia Comparamos nossas vidas E esperamos que um dia Nossas vidas possam se encontrar
Quando me vi tendo de viver comigo apenas E com o mundo Você me veio como um sonho bom E me assustei Não sou perfeito Eu não esqueço A riqueza que nós temos Ninguém consegue perceber E de pensar nisso tudo, eu, homem feito Tive medo e não consegui dormir.